Lance no Consórcio | Kobe Consórcios
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Lance no Consórcio

Aprenda a montar um lance competitivo e sem cair em cilada

O lance é a sua alavanca para não depender só da sorte: você oferta um valor, e quem lança mais na rodada leva a carta de crédito. Aqui você entende lance livre, fixo e embutido, aprende a montar uma oferta competitiva e descobre de onde tirar o dinheiro sem descapitalizar.

  • Antecipe a carta
  • Abata parcelas com o lance
  • Estratégia sem achismo
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Administradoras autorizadas e fiscalizadas pelo Banco Central do Brasil.
Consorciado montando a estratégia de lance no consórcio com a Kobe para antecipar a carta de crédito
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Sem jurosVocê paga pelo bem, não por juros
Administradoras com suas regras de lance
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Vantagens do lance no consórcio

O lance é o que separa quem espera de quem decide o próprio ritmo. Com uma oferta bem montada, você tenta a carta na hora que faz sentido para o seu bolso, e o valor ofertado ainda trabalha a seu favor no contrato.

Maior oferta levaQuem lança o maior percentual da rodada recebe a carta naquele mês.
O lance abate saldoO valor ofertado entra no seu contrato: reduz parcelas ou encurta o plano.
FGTSDá para usar o FGTSNo consórcio de imóvel, o fundo pode compor o lance e furar a fila.
3Três tipos de lanceLivre, fixo e embutido: cada um serve a uma estratégia diferente.

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Escolha o valor e o prazo. A parcela estimada, sem juros, aparece na hora.

Valor da carta que você quer antecipar (carta de crédito)
Em quantos meses
Parcela estimada, sem juros R$ — Estimativa ilustrativa: crédito mais a taxa de administração, dividido pelo prazo. O valor exato depende da administradora. Quero a simulação exata

Como funciona o lance no consórcio

O lance é uma oferta de antecipação: você propõe pagar um bloco de parcelas de uma vez para receber a carta antes. Na rodada, quem apresenta a maior oferta da modalidade recebe a carta; o valor ofertado é abatido do seu saldo.

01Leia o regulamentoCada grupo define quais lances aceita e o teto do embutido; comece por aí.
02Junte o valorReserva, 13º, venda de um bem ou FGTS: monte quanto pode ofertar.
03Oferte na rodadaEnvie o lance antes da assembleia; a maior oferta da modalidade vence.
04Escolha o abatimentoGanhou: decida usar o lance para reduzir a parcela ou encurtar o plano.

O que é dar um lance, na prática

Dar um lance é propor à administradora que você quitará antecipadamente um pedaço do seu contrato para receber a carta de crédito antes do previsto. Você declara um percentual do valor total da cota, e essa proposta compete com as dos demais cotistas naquela rodada. Vence quem oferta o maior percentual dentro da modalidade em disputa, e a carta é liberada logo em seguida.

O consórcio é regido pela Lei nº 11.795/2008 e fiscalizado pelo Banco Central, que não permite promessa de data de contemplação: ela só acontece por sorteio ou por lance. O lance é a única alavanca que está na sua mão, e por isso vale entender bem as três modalidades antes de ofertar.

Os três tipos de lance que você pode ofertar

Cada administradora define no regulamento quais modalidades aceita, e a diferença entre elas muda a sua estratégia por completo. Para tornar concreto, imagine uma mesma carta de R$ 200 mil e veja de onde sai o dinheiro em cada caso.

Lance livre

Você escolhe quanto quer ofertar, sem teto além do próprio saldo. É o lance mais disputado: quanto maior o percentual na mesa, maior a chance de vencer. Num exemplo ilustrativo, ofertar 25% de R$ 200 mil = R$ 50 mil sai do seu bolso e abate o saldo. Serve para quem tem reserva e quer forçar a antecipação.

Lance fixo

A administradora estabelece um percentual fechado, igual para todos que optarem por essa modalidade. Se o grupo fixa 30%, todos ofertam R$ 60 mil sobre a carta de R$ 200 mil, e o desempate costuma ir a sorteio entre eles. É previsível: você sabe exatamente quanto precisa juntar.

Lance embutido

Aqui está o pulo do gato que quase ninguém explica direito. No embutido você usa parte da própria carta como lance, sem tirar um centavo do bolso. Se a regra do grupo permite 20% embutido, esses R$ 40 mil saem dos R$ 200 mil, e a carta que chega para você cai para R$ 160 mil. Antecipa a contemplação de quem não tem recurso à parte, ao custo de comprar um bem menor.

Por que a distinção entre as três muda tudo

Na mesma carta de R$ 200 mil, o livre e o fixo tiram o dinheiro do seu bolso e devolvem a carta inteira: R$ 50 mil de esforço próprio no livre, R$ 60 mil no fixo, e R$ 200 mil de crédito nos dois. O embutido inverte a conta: você não desembolsa nada, mas os R$ 40 mil da oferta saem do próprio crédito, e a carta chega como R$ 160 mil.

Traduzindo em decisão: se o que falta é dinheiro para comprar o bem, o embutido pode te deixar curto. Se o que falta é só tempo, e você aceita comprar um bem um pouco menor, ele resolve. Entender isso antes de ofertar evita a frustração de ganhar a rodada e descobrir que a carta não cobre o que você planejava. Segundo a ABAC, o setor de consórcios reúne mais de 10 milhões de participantes ativos, e boa parte deles usa o lance justamente para escolher o próprio ritmo, em vez de depender só do sorteio.

Como o lance abate o seu contrato

Ganhou a rodada, o valor ofertado não some: ele entra no seu saldo devedor. A partir daí você decide com a administradora se prefere reduzir o valor das parcelas que faltam ou manter a parcela e encurtar o número de meses. As duas escolhas aliviam o contrato; qual compensa mais depende de você querer respirar no mês ou terminar antes.

Vale reforçar a diferença: no livre e no fixo o dinheiro vem de fora e a carta chega cheia; só no embutido a oferta sai de dentro da carta e ela chega menor. Guarde essa distinção, porque é ela que separa a estratégia certa da armadilha. Se ainda está montando o plano, comece pela simulação de consórcio e depois volte para calibrar o lance.

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Lance no Consórcio sem juros, em vídeo

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Vídeo do lance no consórcio sem juros da Kobe Consórcios

Como montar um lance que ganha a rodada

Um lance forte não é sobre ofertar tudo que você tem: é sobre ler o grupo, escolher a modalidade certa e calibrar o percentual. Veja como aumentar a sua chance sem se descapitalizar.

Passo 1 — Escolha a modalidade que joga a seu favor

Antes de pensar em valor, decida em qual modalidade você compete. Com reserva e pressa, o lance livre premia o maior percentual e coloca você no comando. Prefere previsibilidade, o lance fixo evita a corrida por décimos e dá um alvo claro para juntar. Sem caixa, o embutido antecipa a carta sem dinheiro novo, ao custo de recebê-la menor. Cada perfil tem a sua porta.

Passo 2 — Calibre o percentual pelo histórico do grupo

O lance vencedor de um grupo maduro costuma girar em torno de uma faixa que a administradora consegue indicar. Ofertar muito acima é desperdiçar dinheiro que poderia abater mais parcelas; ofertar abaixo é quase garantir a derrota. Um especialista da Kobe consulta o comportamento recente do seu grupo e ajuda a mirar um percentual competitivo, sem exagero.

No embutido, o cálculo tem um degrau a mais: além de escolher o percentual, você confirma o teto que o grupo permite embutir e faz a conta do que sobra. Numa carta de R$ 200 mil com 20% embutidos, a oferta é de R$ 40 mil e o crédito final é R$ 160 mil. Consulte a tabela de consórcio do grupo para ver esse teto antes de decidir.

Passo 3 — Some as fontes sem se descapitalizar

Um bom lance quase nunca sai de uma única fonte. Reserva, 13º, venda de um bem e, no imóvel, o FGTS, se somam até um percentual competitivo. O caminho seguro é parar de somar quando a oferta fica forte e guardar uma margem, porque você continua pagando as parcelas depois de contemplado. Ofertar com fôlego é o que mantém o plano saudável.

Passo 4 — Oferte na rodada e escolha o abatimento

Envie o lance antes da assembleia; a maior oferta da modalidade vence, e a apuração é feita uma vez por mês. Se ganhar, decida entre reduzir a parcela ou encurtar o plano. Reduzir a parcela alivia o mês; encurtar o prazo diminui o custo total de administração que ainda seria pago. Se não vencer, a oferta é devolvida ou fica disponível para a próxima rodada, conforme a regra do grupo, e você tenta de novo sem perder nada.

Passo 5 — Decida entre carta cheia e antecipação pura

Este é o cruzamento que define a sua tática. Se você precisa do valor integral para comprar o bem, monte o lance com recurso próprio, livre ou fixo, e mantenha a carta em R$ 200 mil. Se o que pesa é a data e um crédito menor ainda serve, o embutido antecipa sem exigir dinheiro novo, aceitando os R$ 160 mil. Não existe modalidade melhor no vazio: existe a que encaixa no seu caixa e no bem que você quer. Quando ainda estiver em dúvida entre antecipar e esperar, vale rever se o consórcio compensa para o seu momento antes de fixar o tamanho da oferta.

Guarde fôlego para tentar de novo

Nem todo lance vence de primeira, e tudo bem. Por isso a estratégia recomenda montar o lance com margem, sem colocar cada centavo em uma única tentativa. Assim você segue concorrendo mês após mês, ajustando o percentual, sem apertar o orçamento nem sair do jogo por ter apostado tudo de uma vez.

Também: Simular consórcio · Todos os tipos

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Dar lance ou esperar o sorteio?

As duas formas de contemplação convivem no mesmo grupo. A escolha depende de quanto você tem guardado e de quanta pressa carrega. Veja lado a lado:

Contemplação por lance x aguardar a apuração da rodada
CritérioConsórcioFinanciamento
Como você é contempladoVocê oferta um valor e escolhe o momento de tentarVocê aguarda o número ser sorteado, sem custo extra
Depende de quêDo tamanho da sua oferta frente às dos outros na rodadaDa probabilidade dentro do grupo, mês a mês
Para quem serveQuem tem dinheiro guardado e pressa de receber a cartaQuem prefere não desembolsar antes e pode esperar

Quando o lance compensa e quando não

O lance faz sentido quando você tem um recurso parado, um 13º, uma reserva, o FGTS no caso de imóvel, e quer trocar esse dinheiro por tempo. Se o valor está rendendo pouco e a carta resolve um problema agora, antecipar costuma valer, sobretudo no lance livre, em que a carta chega cheia. Numa oferta ilustrativa de 25% sobre uma carta de R$ 200 mil, você desembolsa R$ 50 mil de fontes próprias e recebe os R$ 200 mil inteiros para comprar o bem. Já o lance embutido pede uma conta diferente. Ele não exige dinheiro novo, mas encolhe a carta: 20% embutidos numa carta de R$ 200 mil derrubam o crédito para R$ 160 mil. Compensa quando o objetivo é a data de contemplação, não o valor cheio, e quando os R$ 160 mil ainda bastam para o bem que você quer. Quem não tem folga para ofertar não fica de fora do sistema: basta seguir concorrendo na apuração mensal, sem custo extra, e o lance pode entrar mais tarde, quando sobrar caixa. Muita gente combina as duas coisas, aguarda enquanto junta e lança quando a reserva permite. Se a dúvida é maior, entre consórcio e outras opções, vale comparar antes de decidir o tamanho da oferta.

Uma carta de R$ 100 mil — o peso do lance embutido:

ConsórcioLance à parte, carta cheia
Lance embutido de 25%R$ 75 mil líquidos
−25%

É quanto a carta encolhe quando o lance sai dela mesma, no embutido. Com recurso à parte, você antecipa e recebe o valor cheio para comprar o bem. Simule e monte o seu lance.

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Os três lances lado a lado na mesma carta de R$ 200 mil

A teoria fica clara quando você vê o dinheiro se mexendo. Abaixo, a mesma carta de R$ 200 mil ofertada de três formas, com de onde sai o valor, a vantagem, o risco e, no caso do embutido, quanto a carta encolhe.

Tipo de lanceDe onde saiVantagemRiscoCrédito final
Livre — 25% (R$ 50 mil)Do seu bolso (reserva, 13º, venda de bem)Maior chance de vencer; carta chega cheiaDescapitaliza se você exagerar na ofertaR$ 200 mil
Fixo — 30% (R$ 60 mil)Do seu bolso, valor padronizado pelo grupoAlvo certo; você sabe quanto juntarEmpate vai a sorteio; sem controle do resultadoR$ 200 mil
Embutido — 20% (R$ 40 mil)Da própria carta de créditoAntecipa sem dinheiro novo do bolsoA carta encolhe na mesma proporçãoR$ 160 mil

Exemplo — valores ilustrativos, não são promessa de contemplação. Os percentuais servem só para mostrar a mecânica de cada modalidade.

O que ninguém te conta sobre o lance embutido

Vendedores adoram o embutido porque a frase soa mágica: "antecipe sua carta sem tirar dinheiro do bolso". É verdade que nada sai da sua conta. O que quase nunca dizem é que o dinheiro sai da carta. Naqueles 20%, os R$ 40 mil que viram lance saem exatamente do crédito que você ia receber, então a carta de R$ 200 mil chega como R$ 160 mil.

Isso não é armadilha, é troca. Se o seu objetivo é a data, e R$ 160 mil resolvem, o embutido é ótimo. Mas se você contava com os R$ 200 mil cheios para comprar o bem, vai faltar. A regra de ouro: embutido não sai do bolso, mas sai da carta. Confirme o teto de embutido no regulamento, porque cada grupo fixa o seu.

Matriz — qual lance usar em cada situação

Sua situaçãoLance indicadoPor quê
Tenho reserva sobrando e pressa de receberLivreOfertar alto vence a rodada e a carta chega cheia
Quero um alvo fixo para poupar em direção a eleFixoO percentual é conhecido; você planeja quanto juntar
Não tenho recurso à parte, mas quero anteciparEmbutidoUsa a própria carta; aceite que o crédito diminui
Vou comprar imóvel e tenho FGTS paradoLivre com FGTSO fundo compõe a oferta e mantém a carta cheia
Não tenho caixa e preciso do valor integralNenhum agoraMelhor aguardar o sorteio e lançar quando sobrar caixa

Checklist do lance competitivo

  • Li o regulamento e sei quais modalidades o grupo aceita e o teto do embutido.
  • Escolhi a modalidade pelo meu caixa e pela minha pressa, não pelo que soa bonito.
  • Calibrei o percentual pela faixa vencedora recente do grupo, sem exagerar.
  • Guardei margem para ofertar de novo e para seguir pagando as parcelas.
  • Confirmei o crédito final — no embutido, quanto a carta realmente vai valer no bolso.
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Vale a pena dar lance no consórcio?

Depende de quanto você tem guardado e de quanta pressa carrega. O lance é ferramenta, não obrigação. Confira qual perfil combina com o seu momento.

Vale a pena se você

  • Tem uma reserva, 13º ou FGTS parado e quer trocar por tempo
  • Precisa da carta em breve e não quer depender só da apuração
  • Entende que o valor ofertado abate parcelas ou encurta o plano
  • Consegue guardar margem para ofertar em mais de uma rodada

Não vale se você

  • Não tem recurso à parte e não quer reduzir a carta no embutido
  • Comprometeria a reserva de emergência para montar a oferta
  • Prefere não desembolsar antes e pode aguardar a contemplação
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Por que fazer seu lance no consórcio com a Kobe

Autorizadas pelo BacenAs regras de lance seguem o contrato de administradoras fiscalizadas pelo Banco Central, pela Lei nº 11.795/2008.
Estratégia sem viésMostramos a modalidade de lance de cada administradora para você escolher a que aumenta a sua chance, não a comissão de ninguém.
Atendimento humanoUm especialista lê o regulamento do seu grupo e monta a oferta com você, sem robô e sem promessa de resultado.

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Perguntas frequentes sobre lance no consórcio

As dúvidas mais comuns sobre lance no consórcio, respondidas sem enrolação.

Como funciona o lance no consórcio?
Dar um lance é propor à administradora que você quitará antecipadamente um pedaço da sua cota para receber a carta de crédito antes do previsto. Você declara um percentual do valor total, e essa oferta disputa a rodada com as dos outros cotistas: vence quem apresenta o maior percentual da modalidade em jogo. Ao ganhar, a carta é liberada e o valor ofertado é abatido do seu saldo devedor, e você escolhe se isso reduz as parcelas ou encurta o plano. O lance é apurado uma vez por mês na assembleia; o sistema é regido pela Lei nº 11.795/2008 e fiscalizado pelo Banco Central, que não permite promessa de data de contemplação.
Qual a diferença entre lance livre, fixo e embutido?
São três estratégias distintas. Numa carta de R$ 200 mil: no lance livre você oferta o percentual que quiser, por exemplo 25% (R$ 50 mil) do seu bolso, e quanto maior a oferta maior a chance de vencer, com a carta chegando cheia. No lance fixo a administradora define um percentual padrão, digamos 30% (R$ 60 mil) igual para todos, e o desempate vai a sorteio. Já o embutido usa parte da própria carta como oferta, por exemplo 20% (R$ 40 mil), sem tirar dinheiro do bolso, mas a carta recebida cai para R$ 160 mil. Livre para quem tem reserva e pressa, fixo para quem quer alvo certo, embutido para quem não tem recurso à parte.
No lance embutido a carta fica menor mesmo?
Fica, e esse é o detalhe que muita gente descobre tarde demais. No embutido o lance não sai do seu bolso, ele sai da própria carta. Se você tem uma carta de R$ 200 mil e o grupo permite embutir 20%, esses R$ 40 mil viram a sua oferta e o crédito que chega para comprar o bem cai para R$ 160 mil. Não é armadilha, é troca: você antecipa a contemplação sem dinheiro novo, mas recebe menos. Só vale quando os R$ 160 mil ainda bastam para o bem que você quer. Se precisa do valor cheio, prefira o lance livre com recurso à parte.
O valor do lance é perdido depois que eu ganho?
Não, o lance nunca é perdido no livre e no fixo. O valor que você oferta e vence entra no seu saldo devedor, ou seja, quita antecipadamente parte do que você deve. A partir daí você decide com a administradora entre manter o número de meses e reduzir a parcela, ou manter a parcela e encurtar o plano. Nas duas hipóteses o dinheiro do lance trabalha a seu favor aliviando o contrato. Só no lance embutido a lógica muda, porque ali a oferta sai da própria carta, que chega menor em vez de abater o saldo.
Posso usar o FGTS para dar lance?
Sim, mas apenas no consórcio de imóveis. Nesse segmento, o FGTS pode compor o lance para antecipar a contemplação, seguindo as regras da Caixa e da administradora: o imóvel precisa ser residencial, urbano e enquadrado nas condições do fundo para habitação. A vantagem é que você usa um recurso que já é seu e estava parado para montar uma oferta forte, mantendo a carta cheia, sem apertar o orçamento. Para os demais tipos de consórcio, como automóvel, moto e serviços, o lance é feito com dinheiro próprio, venda de bens ou o embutido.
Dar lance garante que serei contemplado naquele mês?
Não há garantia, e é importante ser honesto sobre isso, porque o Banco Central proíbe qualquer promessa de data de contemplação. No lance livre você só vence se a sua oferta for a maior da rodada, e outro cotista pode superar o seu percentual. No lance fixo, quando vários ofertam o mesmo valor padrão, o desempate vai a sorteio. Por isso a estratégia importa: calibrar o percentual pelo histórico do grupo e guardar fôlego para tentar em mais de uma rodada aumenta a chance sem desperdiçar dinheiro. O lance melhora as suas condições, mas não as transforma em certeza.
Quanto preciso ofertar para o lance vencer?
Depende do grupo e da modalidade. No lance livre, o percentual vencedor de um grupo maduro costuma ficar dentro de uma faixa que a administradora consegue indicar pelo histórico recente das rodadas; ofertar muito acima é desperdício, muito abaixo quase garante a derrota. No lance fixo o valor já é padronizado, então você sabe de antemão quanto juntar, por exemplo 30% de uma carta de R$ 200 mil dá R$ 60 mil para todos. Um especialista da Kobe consulta o comportamento do seu grupo e ajuda a mirar um percentual competitivo. A ideia é ganhar gastando o suficiente, não o máximo.
De onde costuma sair o dinheiro do lance?
Das fontes que estão paradas rendendo pouco. As mais comuns são a reserva pessoal, o 13º e bônus de trabalho, a venda de um bem como um carro usado, e o FGTS no caso de imóveis. Num exemplo, R$ 20 mil de reserva mais um 13º de R$ 5 mil já montam um lance livre de R$ 25 mil sobre uma carta de R$ 100 mil. O caminho mais seguro é combinar essas fontes até um percentual competitivo e guardar uma margem, porque você continua pagando as parcelas depois de contemplado. Se as fontes não fecham a conta, o embutido usa a própria carta, ao custo de recebê-la menor.
Se meu lance não vencer, perco o valor ofertado?
Não. A oferta que não vence a rodada não é debitada: ela é devolvida ou fica disponível para você tentar de novo na próxima apuração, conforme a regra do seu grupo. É justamente por isso que a estratégia recomenda montar o lance com margem, sem colocar cada centavo em uma única tentativa. Assim você segue concorrendo mês após mês, ajustando o percentual, sem comprometer o orçamento nem sair do jogo por ter apostado tudo de uma vez.
Vale mais a pena dar lance ou esperar a contemplação?
Depende de quanto você tem guardado e de quanta pressa carrega. O lance compensa quando existe um recurso parado, reserva, 13º ou FGTS, e você quer trocá-lo por tempo, recebendo a carta antes. Se o dinheiro rende pouco e a carta resolve um problema agora, antecipar costuma valer, sobretudo no lance livre em que a carta chega cheia. Quem não tem folga não fica em desvantagem: segue concorrendo na apuração mensal, sem custo extra, e oferta um lance mais tarde, quando sobrar caixa. Muita gente combina as duas coisas, aguarda enquanto junta e lança quando a reserva permite.

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